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A solução tinha nome de pote
uma nova rotina com meu time
Um leitor vive mais de mil vidas antes de morrer. Quem nunca lê, vive apenas uma
Fazia muito tempo que eu não ouvia alguém falar: “Nossa, nunca tinha parado para pensar dessa forma”.
Pense você também a última vez que ouviu essa expressão...
Pois é, ontem eu a ouvi pelo menos 3x em menos de 2 horas.
Sempre que penso no presente de final de ano da empresa para o time, gosto de incluir um livro.
Normalmente penso em um livro diferente por pessoa em cima do que conheço de cada um, mas esse ano resolvi escolher o mesmo livro para todos.
A expectativa era de que todos pudessem ler e que parássemos para discutir sobre o livro em algum momento.
Foi esse presente e rotina que nos gerou as expressões que citei acima.
O livro, inclusive já recomendado aqui, foi “O jeito Disney de encantar os clientes”.
Um livro que, apesar de ter sido escrito há mais de 20 anos, segue cirurgicamente atual.
Um dos nossos objetivos do ano é melhorar a nossa experiência para os clientes e nada melhor do que aprender com os melhores.
Mas esse texto não é sobre o livro e sobre o seu conteúdo. É sobre a rotina com nome de pote.
A tal da “Cumbuca”, que ganhou fama pelo grande Prof. Falconi.
Não vou entrar em detalhes sobre como ela funciona, pois isso você acha fácil online (também vou deixar um link no final).
Eu quero te trazer a minha interpretação sobre ela, algo que eu nunca havia parado para pensar antes.
Eu julgo que meu time é muito inteligente.
Aliás, eu espero que você também pense isso do seu time ou de parte do time da sua empresa, ou tem algo muito errado que você precisa corrigir.
Pois bem, qual o único efeito possível de você colocar um grupo de pessoas inteligentes a ler uma obra clássica que possui muito conhecimento prático e ainda fazê-los parar para refletir e debater sobre as suas ideias?
Quando encarei por esse ângulo, tive duas conclusões: “Esse é um dos tempos mais bem investidos do meu time” e “Toda empresa que quer crescer deveria ter essa rotina”.
O segundo pensamento é o motivo de eu escrever esse texto. (se eventualmente sua empresa não tem essa possibilidade, combine isso com um grupo de amigos).
Veja o impacto que a leitura de UM livro causa:
Cada pessoa do time trouxe reflexões sobre o conteúdo, implicações daquilo na sua atuação e visões de como a empresa poderia utilizar os conhecimentos.
Muitos trouxeram percepções sobre o que leram e como enxergam aquilo no dia a dia.
Muitas dessas percepções vieram acompanhadas da frase “fiquei refletindo depois”.
E aqui para mim é que está o ouro dessa rotina. Ela faz as pessoas pensarem.
E, quando as pessoas param para fazer isso com uma direção de tema, gaps no processo ficam mais claros, assim como as suas soluções.
Ações que precisam ser feitas começam a ser mapeadas e as pessoas querem se responsabilizar por elas pelo efeito do que leram e por saberem o impacto positivo que isso causa.
E isso vai gerando um efeito cascata positivo na empresa, desde o conhecimento interno até o resultado final.
A verdade é que só o fato da rotina convidar as pessoas a lerem um bom texto já aumenta sua chance de refletir (embora ainda tenham pessoas que acham que ler é só consumir as palavras em uma folha, mas enfim...).
Sabendo que esse tema será debatido, isso provoca a reflexão.
E a reflexão provoca crescimento.
Volto com a provocação, se você realmente acredita que seu time é inteligente (e você deveria), por que você não cria mais situações para essa inteligência aparecer?
Porque inteligência “guardada” não gera resultado, não melhora produto, não reduz retrabalho e não encanta cliente.
Só fico pensando aqui, que pena que não começamos antes a fazer isso, mas ainda bem que começamos.
Seu momento de refletir
- Você tem alguma rotina de debate inteligente no seu time ou tudo fica restrito à operação do dia a dia?
- Hoje, as melhores ideias surgem onde: no caos… ou num espaço protegido de reflexão?
- Se você desse o mesmo livro para 5 pessoas do seu time, que tipo de conversa isso destravaria?
Espero que tenha curtido o percurso de hoje.
Grande abraço e até a próxima milha,
César Mazzillo
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Dados no Cotidiano
O problema está na base.
Na última avaliação do PISA, apenas 50% dos estudantes brasileiros atingiram Nível 2 ou acima em leitura (patamar mínimo).
O nível 2 significa o estudante ser capaz de captar a ideia principal de um texto, encontrar informações com base em direcionamentos e refletir sobre as motivações do texto.
Estar abaixo disso, significa que a pessoa não conseguiria no mundo profissional:
- Entender um briefing básico ou instruções de trabalho
- Comparar argumentos num debate
- Conseguir entender um texto mal-intencionado (veja o tamanho do problema aqui)
Além disso, apenas 2% chegam ao Nível 5+ (alta performance).
Esse é o nível que consegue interpretar textos longos e complexos, inferir o que é ou não relevante e fazer raciocínio causal, ou seja, o tipo de profissional que empresas que querem crescer precisam.
Vá uma milha a mais
Se você quiser entender mais sobre o método, recomendo esse texto aqui que traz com explicações simples como ele funciona